Crianças aprendem cedo a preservar o ambiente

A Princesinha ama as plantas

Hoje, pela manhã, quando acompanhava a mãe à feira, Clarisse, minha Princesinha, ficou horrorizada ao ver alguns garis cortando algumas árvores. Na verdade, tratava-se da poda daquelas que comprometem a segurança dos fios e cabos da rede elétrica.

- Mãe, por que eles estão fazendo isto com elas? – e, gritava: “Nããoooo!”, quando via grandes galhos caindo ao chão.

Minha filha conta que foi uma cena muito engraçada e os garis a olhavam espantados sem entender o que se passava com a menina. Eles não imaginam que ela tem uma eco-avó defensora da natureza e do meio ambiente :)

Confesso que fiquei surpresa com a reação dela e percebi que vale a pena dar o exemplo e estimular o cuidado com o ambiente. Já não é a primeira vez que ela me surpreende com questões relacionadas ao cuidado com o meio ambiente. Lembrei-me da observação dela sobre os “porcos” que sujam a praia, referindo-se à sujeira na água e na areia.

Fiquei imaginando como as crianças aprendem os conceitos que passamos. A educação ambiental de crianças é eficaz pois desde cedo, tornam-se pequenos agentes da natureza e proliferadores da necessidade de preservação do meio ambiente, em casa e na escola. Se realizamos ações que visem a conscientizá-las da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos.

As crianças precisam crescer percebendo o meio ambiente como parte de si mesmas, de forma que lhes seja muito natural preservá-lo. Afinal, o futuro é delas e, se bem ensinadas, aprendem direitinho a lição.

Educação (ambiental) começa em casa

Pequenas coisas que todos podemos fazer em casa para despertar o cuidado com o meio ambiente na crianças. Afinal, é de pequeno que se torce o pepino, né?

Plantei um pequeno pé de tomate para a minha filha. Ela colocou a terra e as sementes no vaso e também regou. Ao longo do tempo eu mostrava para ela o crescimento da plantinha.

Certamente isso não salvará o mundo, mas em três ou quatro vasos (o que qualquer um pode ter em casa, para temperinho verde, alface…) podemos desenvolver o amor pela natureza nos nossos futuros adultos.

Seis meses depois, olha no que deu (palavras dela, hehheh).

Ontem, finalmente, pude colher e comer o meu tomatinho. Olhem só:

Aí eu estou colhendo. Foi meio difícil de arrancar do pé, mas papai me ajudou e eu consegui.

tomate01

Olha eu aí com o tomatinho já colhido:

tomate02

Papai disse que eu precisava lavar o tomatinho antes de comer. Foi o que eu fiz:

tomate03

Logo depois papai cortou pra mim:

tomate04

Gente, que coisa gostosa esse tomatinho:

tomate05

tomate06

Ainda bem que tem outro lá no pé. E já está quase maduro, oba!

O mundo é nosso

Perguntei aos alunos do 7º ano o que eles pensam
dos adultos que não cuidam do meio ambiente.
E aqui está a opinião da Mariana:

Como todos sabemos, no mundo ocorrem vários problemas. Mas estes problemas não são irreversíveis! Ainda podemos salvar o nosso planeta.

Se nós não desperdiçarmos energia elétrica, estamos preservando o meio ambiente. Como podemos fazer isto? Simples! Não ligando a luz de dia, não ligando o ventilador no frio. O mesmo podemos fazer com a água. Afinal, o desperdício de água também é um problema sério!

Em relação aos animais: também podemos protegê-los, cuidar deles. Podemos ajudar não caçando e denunciando as pessoas que caçam e maltratam.

Como os outros fatores, a poluição do ar também é causada pelo ser humano. Ela ocorre devido à fumaça que sai das chaminés das indústrias e de carros. Podemos pedir aos nossos pais que coloquem gás (GNV) , em vez de gasolina, em seus carros.

Os adultos também poderiam ajudar. Mas, só alguns se preocupam. Isso é ruim, porque eles devem dar o exemplo aos seus filhos.

Mariana, 11 anos
imagem: daqui

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Crianças a serviço da causa ambiental

Aproveitando o gancho que a Luz deixou no neste post do Faça a sua Parte, minha aposta também é nas crianças, e adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Então, quando realizamos ações que visem a conscientizá-los da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos (certo, Afonso ?).

A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.

É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Projetos que explorem fatos do cotidiano dos aluno e que possam ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

As imagens mostram a realização de um projeto de conscientização sobre a responsabilidade de combate à dengue. Crianças, bem pequenas, participaram da confecção de cartazes e de máscaras dos “mosquitinhos’ da dengue, usando material reciclado. Foram em todas as salas de aula do colégio e deram seu recado para os colegas.Certamente seus pais estarão cientes de que fazer a coisa certa depende deles, pois as crianças são bem pequenas e não têm o poder de decidir sobre a organização da casa e da familia. Mas o recado está dado, não acham?

 

Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.

 

Referências:

Ambiente Brasil – Educação Ambiental
Educação Ambiental Urbana – uma alternativa de ensino nos grandes centros urbanos

Blogagem coletiva do Faça a sua parte: Dia Mundial do Meio Ambiente

Lili também participa da Blogagem coletiva do Faça a sua parte mostrando as ações da Escola Educar.

O projeto de Educação Ambiental (Projeto Sustentável), que vem sendo desenvolvido desde 2007, tem uma proposta cristalina: desenvolver crianças e meio ambieente. Explico: não se trata de desenvolver NAS crianças o senso de preservação do meio ambiente mas, sim, de fazê-las crescer com o meio ambiente como parte de si. Não haverá diferença. Quando adultos, será natural para essas crianças preservar o meio ambiente, pois estarão preservando a si mesmas. É a diferença entre o “ter” o meio ambiente, para dele abusar, e o “ser” meio ambiente, para com ele apenas usufruir.

Há, na escola, um verdadeiro entendimento de que essa filosofia implica em ações diárias, e não apenas em dias especiais. Mas dias especiais também são importantes. Mais ainda quando tratamos de crianças, zelosas que são daquilo que produzem. É importante, para elas, que os pais saibam o que fazem; que vejam o produto do seu desenvolvimento; que sintam o retorno prazeiroso e carinhoso dos pais apontando para seus trabalhos.

E hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, foi o dia de mostrar o dia-a-dia. Dia das crianças mostrarem para os pais como estão se desenvolvendo em perfeita harmonia e comunhão com o meio ambiente. Essa é a importância de comemorarmos uma data especial.

Dois momentos onde a razão não impera: do sentir a terra nas mãos ao preparar o alimento que satisfaz a fome. É puro sentimento. E é do desenvolvimento desse sentimento que nascerá uma nova espécie: o homo sapiens ambientalis. Não mais o homo sapiens sapiens, apartardo da natureza; regido pela razão econômica.

As demais fotos pertencem à exposição que a escola realizou hoje:

O que voce faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

A Georgia e a Meire propuseram uma blogagem coletiva para que pensemos naquilo que fazemos para ajudar a resolver o problema do analfabetismo no Brasil. Uma blogagem não para reclamar, mas para apontar soluções que nós mesmos podemos fazer ou já estamos fazendo.

Vou extrapolar um pouco o conceito de analfabestismo (e suas nuanças como o analfabetismo funcional) para falar sobre uma “espécie” de analfabeto: o analfabeto ambiental. O Lili é um blog que pretende desenvolver temas ligados à Educação Ambiental e, por essa razão, tomei a liberdade de participar da blogagem, mesmo correndo o risco de “fugir” do assunto direto.

Mas, se pensarmos num conceito de alfabetização como a capacidade de entender o mundo e com ele interagir (para a qual a leitura e a escrita contribuem, sem dúvida), vemos que, nas questões do meio ambiente, muita gente ainda é “analfabeta”, isto é, é incapaz de ler e compreender a natureza, pois falta-lhes o instrumental básico (correspondente à leitura e à escrita na alfabetização tradicional).

Nesse sentido, posso dizer que tenho feito alguma coisa. Um exemplo recente foi uma palestra que dei para o corpo docente da escola da minha filha, sobre desenvolvimento sustentável, aquecimento global, conservação domeio ambiente, etc…, e de como elas poderiam desenvolver projetos educacionais, na área ambiental, com as crianças da escola.

É uma forma de colaborar para a diminuição do analfabetismo, mesmo que tenha “forçado” o conceito e a proposta da Georgia e da Meire. As fotos abaixo são do evento:

Analfabetismo

Lili é um blog de educação ambiental. A educação ambiental prescinde, de certa forma e em certa medida, da educação formal. Não é necessário saber ler e escrever para aprender a conservar a natureza, a separar o lixo, a economizar água e energia elétrica, a ter, enfim, hábitos ecologicamente sadios.

A educação formal, no entanto, se torna imprescindível se desejarmos ter mais do que apenas pessoas que conservem o meio ambiente. É imprescindível para termos cidadãos que entendam o mundo onde vivem. E por ele lutem.

Nesse contexto é que a Lili vai participar da blogagem coletiva promovida pela Georgia e pela Meire, cujo texto de chamada reproduzimos:

A convite da Georgia, o P&P e a Meiroca estao colaborando e apoiando a proxima blogagem coletiva, que acontecera’ no dia 18 de abril, dia do livro, com o titulo “O que voce faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?”
Esperamos contar com a adesao de muitos de voces para que juntos possamos acabar com o estigma (marca) de analfabeto.
Participem e divulguem em vossos blogs, os selos estao logo abaixo.
Agora com voces as palavras da Georgia.


“Um país se faz com homens e livros”
Monteiro Lobato

Ao ler sobre o assunto aqui, tão bem escrito por Ataíde Lemos, fiquei assustada que ainda possa existir no Brasil um número de analfabetos tão expressivo.

“O Brasil foi reprovado em: Ciências, Matemática e Leitura. Ocupando o 53º lugar dentre os 55 países que foram submetidos à pesquisa, que foi feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ele lança a pergunta: Qual será o futuro de um país onde a educação está relegada ao segundo ou terceiro plano? “

Devo confessar a vocês que esta pergunta me incomodou muito nos últimos dias. Assim, desejei fazer algo, como uma blogagem, onde pudéssemos discutir o assunto e propor soluções. Parece-me uma boa idéia, agora.

Quando eu vivia no Brasil, durante dez anos trabalhei alfabetizando as crianças de rua ali na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Os adultos em algumas escolas à noite e na Favela da Rocinha, durante dois anos. Fiz isso voluntariamente nos meus horários livres. Nunca recebi um centavo. Mas a satisfação veio por ter levado a leitura a quem não sabia ler e escrever.

O Brasil se ilude imaginando que o analfabetismo diminuiu, mas sabemos que não e as estatísticas provam isso.

Fora isso, a qualidade de ensino caiu muito e feio. Mesmo não vivendo mais no Brasil tenho acompanhado as estatísticas. São tantas coisas que envolvem o ensino, que não dá para separá-los. Os problemas são sérios e grandes. No fundo, eles acabam afetando sempre a classe mais pobre e aí, a criança, o adolescente e os jovens não querem ir à escola porque precisam ajudar a mãe ou o pai nas despesas da casa.

Dói-me o coração quando alguém me diz que não sabe ler nem escrever. Imagine, num tempo desses, onde tudo está ligado através de internet, onde podemos fazer tantas coisas. Mas tudo pára exatamente na escrita.

“Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice de analfabetismo entre as cinco regiões do país.
– Mostrar texto das mensagens anteriores -

“Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples.”

Leia daqui:
“Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul”
“O contingente de analfabetos no Brasil acima de 15 anos, 14 milhões de pessoas, coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de não-alfabetizados, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria.”

Os dados sobre o analfabetismo são alarmantes.

A intenção da Blogagem Coletiva não é promover blog algum, mas tem por finalidade trazer novas idéias para combater o analfabetismo.

Não gostaria que ficássemos só nas críticas, reclamando que o Brasil é assim, que não tem jeito, que os políticos não ajudam. Disso, todos nós já sabemos.

Mas eu gostaria que apresentássemos soluções viáveis.

Por exemplo:

A) Como poderíamos ajudar?

B) Como a escola do meu filho, do meu neto, poderia ajudar? Poderia fazer o quê?,

C) Como eu poderia me integrar num plano desses, junto a uma escola, e ajudar voluntariamente? Talvez à noite alfabetizando…

Talvez você possa levar essa idéia para a escola mais próxima a você.

D) A própria escola poderia oferecer um curso de 3 meses noturno para a família. O próprio aluno levaria o convite para os pais e outros familiares. A escola dele estaria empenhada em termos de alfabetização dos adultos.

E) Talvez você pertença a uma igreja. Quem sabe os membros da sua igreja possam ajudar a própria membresia a aprender a ler, escrever e oferecer ao bairro essa possibilidade?

Enfim, a Blogagem Coletiva contra o Analfabetismo tem essas finalidades: ,

Pensarmos em soluções e apresentá-las no bairro em que vivemos.

Quem sabe até, apresentá-la ao Prefeito da sua cidade?

Fica aqui o meu apelo e minha convocação para esta blogagem, que tem o apoio total da Meire . Foi ela quem fez estes selos lindos para a nossa blogagem.

Dia 18 de abril, dia Nacional do Livro. Dia da nossa Blogagem Coletiva contra o Analfabetismo. Pegue seu selinho, ajude a divulgar. Participe.

Muito obrigada e um grande abraço

Georgia Aegerter

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